quarta-feira, 27 de outubro de 2010

In promptu...



Ouço uma música repetida vezes.
Lembro de pessoas que não conheço.
Pensamentos sem coesão ou coerência.
Sonhos noturnos que me parecem uma segunda vida.
Desejos que de tão bobos esqueço de realizar.

A morte pode vir em silêncio,
A felicidade pode trazer um barulho incômodo.
O vento frio da madrugada é tentador.
Céu, lua, estrelas, rua.
Quietude, sussurros, conversa solitária.
Cenário imaginário.
Sem limites, nem mesmo de tempo.
O sol pode nascer, mas o que desejo é ver o final de mais um dia.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Viver sem saber aonde se quer chegar.
Planejar através de sonhos e ilusões.
Querer o que não se pode alcançar.
Acreditar em filosofias e ditados da vida para se acomodar...
Ser feliz com o que não se planejou,
negando sentimentos e realidades por serem bons.
Acordar para a vida e ver que tudo um dia vai acabar.
Perceber que o presente é a hora de esquecer o que já se passou...
Viver sem saber aonde se quer chegar.
Planejar o futuro mesmo que seja em vão.
Acreditar em algo mesmo que seja para se manter de pé.
Ser feliz com o que não se planejou.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

... Meu Bem

Por meu bem
Sinto orgulho,
Sinto respeito,
Sinto admiração,
Sinto uma nova paixão.

Ao meu bem
Dedico amor,
Tempo sem medidas de necessário,
Sorrisos e mais,
Dedico agradecimentos.

Pelo meu bem,
Um dia fechei os olhos,
Deixei apenas o coração me guiar.
Por um bem, antes distante,
Tirei tudo do lugar e somente para ele,
Abri um novo espaço em minha vida.

Para o meu bem,
Assumi minhas responsabilidades,
Passei a ignorar antigas ilusões,
Caí de cara na realidade, e hoje, sei que assim vivo melhor.

Com o meu bem
Sou eu mesma, sem máscaras ou sonhos cor-de-rosa.
Meu bem, agora sei, é real.
Nesse dia comemoro, ele torna-se mais vívido.
De forma intensa, desejo o melhor, ao meu bem.
De forma sincera, te digo, meu bem, Te amo.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Do silêncio, o alívio das palavras não ditas.
Do silêncio, o desabafo das palavras caladas.
Do silêncio, do pensamento distante, da inquietude do viver...
Da voz, uma fuga entre o que não deveria ser dito e o que não precisa de palavras.
Da voz, um jogo de palavras inocentes, perdidas, por vezes assustadas.
Da audição, incompreensão, cobranças, definições de certo e errado.
Do silêncio, a angústia que já não pode ser expressada.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Aprendizado dentro da escuridão

Dias escuros não precisam de luz, precisam de adaptações.
O embaço que as lágrimas trazem aos olhos força nossa atenção, e não é simples.
Lágrimas desordenadas e confusas.
Olhos inchados, mente desnorteada, pensamentos negativos.
Nada, ninguém. Tudo incerto. Tudo escuro.
Luzes somem. Velas se apagam. Lanternas se esgotam.
Acostume-se ao escuro. Adapte-se.
Quando isso acontece percebe-se que nele também há vida.
Escuro que dá motivo para nos mantermos atentos.
Perigos, luzes distantes, buracos, abismos, avisos.
Tudo tem que ser sentido. Aos poucos.
Um dia, o escuro motiva a ascender uma luz própria.
Agora, está claro e pode-se ver.
Sorrisos, cores, pessoas, coisas... Utópica felicidade.
Circunstância que traz bem-estar pelo simples fato de estar “claro”.
Tranqüilidade ao caminhar.
Oportunidade de perceber quando desviar, pular ou ultrapassar as dificuldades.
Felicidade pela simplicidade que não exige adaptações.
Sem perceber, essa claridade pode te deixar cego diante da realidade dos pequenos pontos escuros.
Não espere os dias escuros novamente.