Dias escuros não precisam de luz, precisam de adaptações.
O embaço que as lágrimas trazem aos olhos força nossa atenção, e não é simples.
Lágrimas desordenadas e confusas.
Olhos inchados, mente desnorteada, pensamentos negativos.
Nada, ninguém. Tudo incerto. Tudo escuro.
Luzes somem. Velas se apagam. Lanternas se esgotam.
Acostume-se ao escuro. Adapte-se.
Quando isso acontece percebe-se que nele também há vida.
Escuro que dá motivo para nos mantermos atentos.
Perigos, luzes distantes, buracos, abismos, avisos.
Tudo tem que ser sentido. Aos poucos.
Um dia, o escuro motiva a ascender uma luz própria.
Agora, está claro e pode-se ver.
Sorrisos, cores, pessoas, coisas... Utópica felicidade.
Circunstância que traz bem-estar pelo simples fato de estar “claro”.
Tranqüilidade ao caminhar.
Oportunidade de perceber quando desviar, pular ou ultrapassar as dificuldades.
Felicidade pela simplicidade que não exige adaptações.
Sem perceber, essa claridade pode te deixar cego diante da realidade dos pequenos pontos escuros.
Não espere os dias escuros novamente.